Basta olhar em volta: no ônibus, na fila, no mercado, quase sempre há alguém com os olhos fixos numa tela de celular. As redes sociais deixaram de ser apenas uma ferramenta de conexão e passaram a ocupar um espaço permanente no cotidiano. Em janeiro de 2025, no Brasil, havia 183 milhões de usuários de internet e 144 milhões de identidades de usuários em redes sociais — segundo o relatório Digital 2025: Brazil, da DataReportal.
Entre crianças e adolescentes, essa presença é ainda mais evidente. A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023, do Cetic.br/NIC.br, indica que 95% da população de 9 a 17 anos usa internet no país, o que representa cerca de 25 milhões de pessoas. O estudo também mostra que o acesso começa cada vez mais cedo: 24% dos jovens afirmam ter começado a usar a internet antes dos seis anos de idade.
Os números mostram que as redes fazem parte da vida, e isso não é, por si só, um problema. Elas facilitam a comunicação e ampliam o acesso ao conhecimento, mas, quando tudo passa pelas telas, a atenção fica diluída o tempo inteiro. Talvez esse seja o grande desafio da nossa época: aprender a se conectar sem deixar de perceber o mundo que existe fora do celular.
Por Anselmo Medeiros.