Os quilombos surgiram no Brasil durante o período da escravidão. Eram comunidades formadas principalmente por pessoas negras que escapavam do cativeiro e buscavam viver em liberdade. O mais famoso deles foi o Quilombo dos Palmares, localizado na região do atual estado de Alagoas. Seu líder mais conhecido, Zumbi dos Palmares, tornou-se um símbolo da resistência à escravidão.
Muitas dessas comunidades desapareceram ao longo do tempo, mas outras permaneceram e deram origem às atuais comunidades quilombolas. Durante muito tempo, sua história recebeu pouca atenção dos governos e dos meios de comunicação.
Essa situação sofreu mudanças nos últimos anos. O Censo Demográfico de 2022 foi o primeiro a realizar um levantamento nacional específico sobre a população quilombola. Segundo o IBGE, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por diversas regiões do país.
Os maiores contingentes estão na Bahia, com cerca de 397 mil pessoas, e no Maranhão, com aproximadamente 269 mil. Juntos, esses dois estados concentram metade da população quilombola brasileira.
As comunidades quilombolas atuais preservam tradições, conhecimentos e modos de vida que ajudam a contar uma parte importante da história do Brasil. Conhecer essa trajetória é também compreender melhor a diversidade cultural do país.
Autor Kelvin Maciel.
Mestre em educação, professor de filosofia e historiador.