Documento de 1923 pode trazer pistas sobre o lendário Pirata Zulmiro
Em Curitiba, um achado curioso nos arquivos da Prefeitura despertou o interesse de quem aprecia boas histórias. De acordo com matéria publicada no portal da Prefeitura de Curitiba, servidores da Secretaria de Urbanismo encontraram um croqui — desenho técnico usado para indicar a forma e os limites de um terreno — que pode ajudar a compreender melhor a famosa lenda do Pirata Zulmiro. O registro, datado de 1923, permaneceu guardado por mais de um século.
A busca começou por simples curiosidade. Após ouvir um podcast sobre o pirata, a engenheira cartógrafa Elza Kruchelski resolveu investigar os arquivos da cidade. Contando com a colaboração da equipe do Departamento de Cadastro Técnico (UCT), localizou o desenho do Lote 614 e repassou uma cópia ao pesquisador Marcos Juliano Ofenbock, que há mais de vinte anos se dedica a estudar o caso.
O material surpreende pelos detalhes. Primeiro foi encontrado um mapa sobre um suporte parecido com tecido; a partir dele, chegou-se ao croqui em papel manteiga, desenhado a nanquim. Em vermelho, estão indicados os limites de uma área de 49,8 mil metros quadrados, situada no bairro Pilarzinho. Técnicos explicam que o documento pode ser uma cópia de um registro ainda mais antigo e que não é simples identificar com precisão o local onde o personagem teria vivido.
Mais do que alimentar a imaginação, a descoberta mostra a importância de preservar e organizar documentos históricos. Além de esclarecer questões sobre terrenos, esse trabalho ajuda a manter viva a memória da cidade. No caso do Pirata Zulmiro, o “mapa” reforça a ideia de que, por trás de algumas lendas, podem existir pistas concretas — basta alguém disposto a procurá-las.