Histórias reais (ou não) que saíram do caderno e ganharam o mundo
Você já pensou em transformar o seu caderno de anotações em um livro?
Foi isso que aconteceu com Anne Frank, uma menina que escreveu sobre sua vida durante uma época muito difícil, quando estava escondida com a família por causa da guerra. Ela começou a escrever em 1942 e continuou até 1944. Suas palavras já foram traduzidas para mais de 70 idiomas!
Outra história parecida é a de Zlata, uma menina que morava em Sarajevo, uma cidade que passou por uma guerra na década de 1990. No seu diário, ela contou como era viver com medo, mas também falou sobre a escola, os amigos e as lembranças felizes de antes do conflito.
Além dos diários verdadeiros, também existem muitos livros de ficção que imitam esse estilo. Um exemplo muito conhecido é o Diário de um Banana, escrito por Jeff Kinney. Nele, o personagem principal fala de forma engraçada sobre seus dias na escola, os amigos e os problemas que enfrenta.
Outro sucesso entre os leitores é o Diário de uma Garota Nada Popular. A personagem principal tem 14 anos e escreve sobre como se sente diferente das meninas populares. Com muitos desenhos, confissões e situações engraçadas, esse livro faz muita gente se identificar com a história.
Segundo o professor Lucas Lyra de Souza, que dá aulas em Brusque (SC), “escrever sobre os momentos com a família, os sentimentos e o que acontece na escola é importante, porque mais tarde podemos lembrar de tudo com carinho — e até dividir isso com outras pessoas”.